terça-feira, 11 de outubro de 2016

Após tiroteio em UPP, Beltrame pede demissão da secretaria de segurança do Rio

                                    
O secretário de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, pediu demissão do cargo. Ele entregou a carta de saída ao governador interino Francisco Dornelles e ao governador licenciado, Luiz Fernando Pezão. Segundo informações, a decisão já era cogitada há mais de dois anos. No entanto, o tiroteio nas UPPs Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, na última segunda-feira, acabou acelerando a saída de Beltrame.
A guerra na zona sul durou mais de duas horas e acabou com um comandante da Polícia Militar da UPP ferido. Beltrame ainda está aguardando a decisão dos dois governadores para oficializar a saída.
Gaúcho, de Santa Maria, Beltrame foi responsável por criar e implantar todas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio de Janeiro, que assumiu a segurança em diversas comunidades no Rio de Janeiro.
Com a crise econômica do Rio de Janeiro, a pasta de Segurança do Rio de Janeiro sofreu com a falta de recursos nos últimos anos. Beltrame, inclusive, já havia reclamado publicamente da situação do Estado. "Já pensei várias vezes em largar o cargo", disse o secretário em junho deste ano, antes da Olimpíada do Rio 2016.
O cotado para assumir o cargo é o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, Roberto Sá.
Roberto Sá, é de Barra do Piraí, no Vale do Paraíba. Sá é formado em Direito pela PUC-Rio e começou a carreira na polícia na Escola de Formação de Oficiais da Polícia Militar, em 1983. Conseguiu todas as promoções até o posto de tenente-coronel e, depois, ingressou na Polícia Federal.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Tiroteio fecha comércio e ruas de Ipanema e Copacabana

                                     
O Túnel Major Rubens Vaz e o acesso à estação de metrô General Osório, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, estão fechados por causa de novo tiroteio entre policiais militares e traficantes de drogas das comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana.O Túnel Major Rubens Vaz e o acesso à estação de metrô General Osório, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, estão fechados por causa de novo tiroteio entre policiais militares e traficantes de drogas das comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana.
Parte do comércio de rua de Copacabana e Ipanema fechou as portas por causa do tiroteio. O tráfego de veículos na Rua Sá Ferreira, um dos acessos ao Pavão-Pavãozinho, e na Rua Professor Gastão Bahiana foi interrompido por medida de segurança. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) orientam os motoristas para caminhos alternativos.
A troca de tiros começou pela manhã quando dois homens, que seriam ligados ao tráfico de drogas na região, morreram em troca de tiros com policiais depois de ataques às bases das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades. Os dois feridos chegaram a ser levados ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiram. Na ação, um fuzil automático e uma pistola foram apreendidos pela polícia.
No confronto de agora à tarde, que começou por volta das 14h30, o comandante da UPP Cantagalo/Pavão-Pavãozinho, capitão da Polícia Militar Vinicius Apolinário de Oliveira, foi ferido por estilhaços de granada e encaminhado para o Hospital Central da Polícia Militar, na região central da cidade. O oficial já foi medicado e liberado.
O policiamento segue reforçado em toda a região por tropas do Comando de Operações Especiais da PM e de outras UPPs da região.

ONU pedirá vigilância a cessar-fogo na Colômbia durante 'transição

 A missão da ONU para vigiar o cessar-fogo acordado entre o governo da Colômbia e a guerrilha das Farc informou nesta segunda-feira que pedirá ao Conselho de Segurança para "ajustar" seu mandato de verificação às condições do atual período de "transição".
Pensamos que neste momento existem condições para que permaneça a solidariedade do Conselho (de Segurança da ONU) com o país", disse em coletiva de imprensa o chefe da missão das Nações Unidas na Colômbia, Jean Arnault, em alusão aos ajustes que será preciso fazer no mecanismo de verificação do organismo depois que o pacto de paz entre as Farc e o governo foi rechaçado em um plebiscito em 2 de outubro.
Como, apesar do revés eleitoral, as partes decidiram manter o cessar-fogo bilateral - em vigor desde 29 de agosto -, Arnault anunciou que viajará esta semana à sede da ONU, em Nova York, "para sugerir que se deva estender o mandato da missão para a verificação deste protocolo".
"A verificação tal como estava prevista" muda e se deverá passar a outro modelo. Por isso, "estamos pedindo a possibilidade de ajustar a verificação que realizamos às novas pautas", disse Arnault. A missão de monitoramento foi ativada em 26 de setembro com a assinatura do acordo.
Para o responsável pela vitória do "Não" no plebiscito, teve início um período de "transição" no qual as partes demonstraram "maturidade" e vontade para buscar uma nova negociação com aqueles que saíram vitoriosos das urnas.
Se o acordo de paz, negociado por quase quatro anos em Havana entre o governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas) tivesse sido aprovado no plebiscito, o mandato para a missão da ONU era verificar os 27 pontos onde a guerrilha se concentraria para progressivamente entregar suas armas.
Embora as partes não tenham definido exatamente como facilitarão a verificação do cessar-fogo nesta etapa, Arnault disse que é possível que se dê "uma separação de forças em um número maior de pontos", nos quais a ONU possa realizar "um processo de visitas periódicas".
Não há uma garantia absoluta de sucesso, mas nós pensamos que é uma transição estruturada que vale ser apoiada", reforçou Arnault ao se referir ao diálogo, que já começou entre o governo e líderes da oposição, que promoveram o "Não" no plebiscito, liderados pelo ex-presidente Álvaro Uribe.

Neymar aparece em festa com Bruna Marquezine, em SP.

                                         

                              NEYMAR E BRUNA MARQUEZINE


Fora do próximo jogo da seleção contra a Venezuela, Neymar aproveitou a noite no Brasil antes de voltar ao Barcelona. O atacante foi em uma festa da marca Toiss, que veste alguns famosos e jogadores, no Morumbi, em São Paulo. A ex-namorada do jogador, Bruna Marquezine também estava no local.
Neymar e Marquezine não apareceram juntos em fotos, mas, no Instagram, fãs compartilharam fotos com o craque e a atriz separadamente.

Ministério Público Federal denuncia Lula, dono da Odebrecht e mais nove por esquema em Angola


                                                           
                                              Ex-presidente é acusado de beneficiar sobrinho em negócios da empresa com ajuda da BNDES

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado, nesta segunda-feira (10), pelo MPF (Ministério Público Federal) do Distrito Federal por, supostamente, atuar junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) para a liberação de recursos para a empreiteira Odebrecht realizar obras de infraestrutura em Angola. Em retribuição, a empresa teria repassdo cerca de R$ 30milhões em valores atualizados.
Além de Lula, o dono da empreiteira, Marcelo Odebrecht, o "sobrinho" do ex-presidente Taiguara Rodrigues dos Santos e outras oito pessoas foram denunciadas. Eles vão responder por cinco crimes: corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. De acordo com o MPF, os crimes ocorreram entre 2008 e 2015.
Taiguara é filho de um amigo de Lula, Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari. Jacinto é irmão da primeira mulher do ex-presidente, que já morta. Portanto, Taiguara é um sobrinho de Lula por consideração.
O MPF indicou que, na primeira etapa dos crimes, entre 2008 e 2010, Lula ainda era presidente do País, na condição de agente público, praticou corrupção passiva. Depois, entre 2011 e 2015, após deixar a Presidência da República, cometeu tráfico de influência em benefício dos envolvidos.
Os procuradores pedem ainda que Lula responda por lavagem de dinheiro, crime que, na avaliação dos investigadores, foi praticado 44 vezes e que foi viabilizado, por exemplo, por meio de repasses de valores justificados pela subcontratação da empresa Exergia Brasil, criada em 2009 por Taiguara Rodrigues dos Santos, “sobrinho” de Lula e também denunciado na ação penal.
A investigação aponta ainda que parte dos pagamentos indevidos da empreiteira para Lula foi feito por meio de palestras supostamente ministradas pelo ex-presidente a convite da construtora. Nesse caso, a contratação foi feita por meio da empresa LILS Palestras, criada por Lula no início de 2011, menos de dois meses depois de deixar a presidência. Trecho da denúncia menciona a firma de Lula.
A denúncia atinge os seguintes suspeitos: Luiz Inácio Lula da Silva, Marcelo Bahia Odebrecht, Taiguara Rodrigues dos Santos, José Emmanuel Camano Ramos, Pedro Henrique de Paula Schettino, Maurício Bastianelli, Javier Chuman Rojas, Marcus Fábio Souza Azevedo, Eduardo Alexandre de Athayde Badin, Gustavo Teixeira Belitardo e José Madureira Correia.
Os procuradores indicam que a apuração sobre os negócios de Lula continuam tanto no caso dos negócios feitos em Angola e da participação da empresa Exergia Portugal na organização criminosa como em relação a outros empréstimos liberados pelo BNDES no âmbito do financiamento para exportação de serviços.O programa beneficiou vários países da África e da América Latina e, além da Odebrecht, teve obras executadas por outras construtoras.

domingo, 9 de outubro de 2016

Luan Santana cancela shows por problemas de saúde

Segundo assessoria de imprensa, cantor não apresentou melhora para cumprir  agenda





Por meio das redes sociais, a assessoria de imprensa de Luan Santana informou que os shows
que o cantor faria neste sábado (8) em Marillac (MG) e em São José do Rio Preto (SP) foram 
   cancelados por motivo de doença.
Segundo o comunicado, o sertanejo passa por problemas de saúde e não apresentou quadro de melhora para cumprir a agenda de apresentações.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Bancários encerram greve, mas Caixa segue fechada em 7 capitais

                                             
Após 31 dias de paralisação, bancários de todos os 26 Estados, mais o Distrito Federal, já decidiram nesta quinta-feira (6) encerrar a greve da categoria após mais de um mês. As agências voltam a funcionar nesta sexta-feira (7).
A exceção são algumas agências da Caixa. Servidores do banco rejeitaram a proposta em capitais de ao menos sete Estados do país: Amapá, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo.
A terceira oferta apresentada pela fenaban (Federação Nacional do Bancos) na noite de quarta-feira foi de reajuste de 8% em 2016 e abono de R$ 3.500. A proposta também inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15% no vale alimentação. Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.
O acordo proposto pelos bancos tem validade de dois anos. Para 2017, os salários serão reajustados pela inflação (INPC/IBGE), mais 1% de aumento real.
A greve completou 31 dias nesta quinta-feira (6) e supera a de 2004, primeiro ano em que os bancários se uniram para negociar melhores condições para a categoria e que tinha sido a mais longa até então com duração de 30 dias, segundo a Confederação Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A greve de 2015 durou 21 dias.
Os bancários pediam a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90. 
Antes do início da greve, no dia 29 de agosto, os bancos propuseram reajuste de 6,5%. Novas propostas foram apresentadas nos dias 9 e 28 de setembro, de reajuste de 7%. Todas foram rejeitadas pelos bancários, que decidiram manter a greve por tempo indeterminado.
A greve afetou os serviços bancários em todo o país, pois algumas situações não podiam ser resolvidas em canais de autoatendimento e outros meios alternativos